A
conceituação cognitiva fornece a estrutura para o entendimento de um paciente
pelo terapeuta, conduzindo seu trabalho com objetivos e uma rota definida. É a
habilidade clínica mais importante para o terapeuta cognitivo. Ela requer
primeiramente uma avaliação inicial dos problemas do paciente, que deve incluir
a identificação do problema, as circunstâncias de vida que precipitaram o
problema, a história familiar e do desenvolvimento. Nosso cliente será atendido
na abordagem Cognitivo-Comportamental; desta forma demos início ao atendimento
e foi estabelecido o rapport com Nemo e em seguida fizemos uma entrevista com
seu pai, Marlin. Após obtermos as informações necessárias e relevantes da vida
de Nemo, foi construído o diagrama da conceituação cognitiva dele:
sábado, 30 de setembro de 2017
CASO CLÍNICO
Nemo é um
peixe-palhaço que tem uma nadadeira de tamanho diferente da outra e é o único
sobrevivente da sua família, após um tubarão comer sua mãe e seus irmãos. Seu
pai é superprotetor por ter somente este filho e por achar que a deficiência de
Nemo o torna incapaz de exercer algumas atividades.
Um certo dia, Nemo
tem que ir à escola mas fica enfurecido com a superproteção do seu pai e o
desobedece, indo em direção ao alto-mar, e assim sendo sequestrado por um
pescador.
Marlin (pai de
Nemo) se desespera e tenta nadar atrás do seu filho, mas perde-o de vista. Ao
passar por um cardume de peixes, ele “dá de cara” com Dory, uma peixinha que
sofre de um tipo de amnésia temporária e esquece as coisas assim que elas
acontecem. Nemo foi parar num enorme aquário no consultório de um dentista
com uma bela vista para a Baía de Sydeny, onde vive um grupo de peixes, de
diversas espécies.
Dory e Marlin,
juntos, passam por diversas aventuras até chegar a Baía de Sidney, na Austrália,
onde ficava o aquário em que estava Nemo, na tentativa de encontrá-lo.
As aventuras de
Marlin e Dory ganham fama e o boca a boca sobre esta dupla perfeita se espalha
entre os peixes e aves. Assim esta história chega até Nemo que descobre que seu
pai está a sua procura. Encorajado por Gil, o líder da turma do aquário e
motivado pelo desejo de voltar para seu pai, Nemo põe em ação um plano de fuga.
Mas ele tem o tempo curto, pois a Darla, sobrinha do dentista, uma máquina de
destruição que é conhecida por chacoalhar os peixes até deixá-los boiando de
barriga para cima, está prestes a chegar e levar Nemo.
Marlin e Dory quando
chegam ao porto de Sydney contam com a ajuda de um pelicano (Nigel) que achou
incrível a coragem do peixe-palhaço para encontrar seu filho e decide ajudá-lo.
Pai e filho depois de muitos obstáculos finalmente se reencontram e Nemo segue
sua vida juntamente com seu pai.
Recaída e Alta
O principal
objetivo do tratamento na abordagem Cognitivo-Comportamental é a remissão da sintomatologia
atualmente presente no paciente, além de auxiliá-lo no aprendizado, treinamento
e prática de novas habilidades e técnicas que poderá utilizar durante sua vida.
Desta forma, a pessoa poderá continuar empregando-as após o término do processo
de psicoterapia, de maneira que mantenha as modificações e os progressos
alcançados durante o mesmo e que permitam que ela lide mais eficazmente com próximos
obstáculos cotidianos
Faz-se necessária a
colocação destes objetivos de modo que o paciente compreenda, expondo que a
terapia possui um planejamento de tratamento com tempo limitado, além de
desmistificar a posição do terapeuta como único atuante e trazendo cada vez
mais a participação ativa do paciente. Após o paciente ter adquirido
conhecimento acerca da importância da realização dos exercícios e sua
utilização, ter tido a oportunidade de consolidar suas habilidades, conseguir
lidar com os problemas de sua vida sozinho e ter diminuição dos sintomas,
poderá se pensar e planejar o processo de alta da psicoterapia .
O diálogo sobre o
processo de alta e prevenção à recaída é abordado desde o princípio, quando é
colocado que um dos objetivos do tratamento é a sua curta duração, fazendo com
que o paciente acabe por se tornar, a partir do treinamento das habilidades
ensinadas, o seu próprio terapeuta. É feita a psicoeducação acerca de possíveis
retrocessos durante a psicoterapia, assim como após o término, juntamente com o
reforço de seu progresso e capacitação para a resolução de futuros problemas.
Ao se aproximar o
final do tratamento, é debatida em sessão a redução da frequência da terapia,
podendo inicialmente servir como experimento, de forma que o paciente possa
monitorar suas cognições a respeito do espaçamento. É possível que haja algum
grau de ansiedade com esta nova combinação, o que exige manejo e emprego de
técnicas por parte do terapeuta para responder aos pensamentos e às
preocupações trazidas. A cada sessão, a frequência é discutida e novos ajustes
podem ser feitos colaborativamente.
A retomada de algum
comportamento sintomático posterior à remissão do mesmo é chamada de recaída,
ação apontada como muito frequente após a extinção da conduta.
A
prevenção à recaída, baseada no modelo cognitivo-comportamental da recaída,
propõe estratégias e intervenções a fim de prevenir lapsos iniciais e ensinar
as habilidades necessárias para quando uma pessoa passa por uma situação
recidiva.
Nas sessões que se
aproximam do término do tratamento, então, o terapeuta e o paciente identificam
e avaliam os ganhos que ocorreram no processo de psicoterapia, bem como atuam
para prevenir que os sintomas retornem. Desta forma, o objetivo principal da
abordagem é auxiliar o paciente a identificar situações pessoais de alto risco
e ensiná-lo estratégias de coping para que o mesmo use em tais situações.
Primeiramente, há o
trabalho em cima do modelo cognitivo-comportamental da recaída no que diz
respeito à identificação de situações que propiciariam risco ao sujeito que
estivesse no processo de redução ou remissão de uma conduta disfuncional. Uma
situação de risco pode ser relacionada a locais, pensamentos, experiências, ou
emoções que facilitem o lapso do comportamento anteriormente extinto.
Dessa forma, foi
elaborada por Marlatt e equipe uma taxonomia de situações de alto risco,
baseada numa hierarquia dividida em Revista Saúde e Desenvolvimento Humano
2016, três categorias utilizadas na classificação dos episódios de recaída.
O primeiro nível
hierárquico da taxonomia citada seria relacionado à distinção entre os
precipitantes para a recaída. Marlatt e colegas encontraram diferentes tipos de
determinantes dentro da temática da recaída, divididos em dois agrupamentos: determinantes
intrapessoais e determinantes interpessoais, sendo os intrapessoais ou
ambientais relacionados às variáveis pessoais ou contextuais, como fatores
cognitivos, e os interpessoais acerca do contexto social no qual o indivíduo se
encontra. O segundo nível compreende oito subdivisões, cinco delas pertencendo
à categoria de precipitantes intrapessoais (coping em estados emocionais
negativos, coping em estados físico-psicológicos negativos, aprimoramento de
estados emocionais positivos, teste do controle pessoal, e ceder à impulsos e
tentações; e três delas equivalendo à categoria interpessoal (coping em
conflitos interpessoais, pressão social, e aprimoramento de estados emocionais
positivos). O terceiro nível da taxonomia proposta por Marlatt e equipe,fornece
uma investigação mais detalhada de alguns dos itens propostos no nível dois.
De forma a
facilitar a prevenção de recaídas, o terapeuta lança mão de certas técnicas do
início ao fim do tratamento, com o objetivo do ensinamento, reforço e manutenção
de habilidades. Assim, é proposto que tais estratégias sejam explicadas ao
paciente, e que ele procure praticá-las no seu cotidiano, a fim de ter a
oportunidade de testá-las e fortalecê-las.
Dentre as
atividades realizadas, é de grande importância, desde o planejamento do
tratamento, uma clara e informativa conceituação cognitiva do caso, numa
tentativa de esquematizar e ilustrar o funcionamento do sujeito. Com tal
esquematização, é possível que tanto o terapeuta quanto o paciente possam,
juntamente, compreender o andamento da terapia e a aplicação das mais variadas
técnicas e tarefas.
Além das atividades
mencionadas, é possível o emprego de diferentes técnicas com o objetivo de
reforço das habilidades, como: lista de méritos, cartões de enfrentamento, balança
decisional, brainstorm para a resolução de problemas, técnicas de relaxamento.
Faz-se também imprescindível o preparo para possíveis recidivas que o paciente
possa vir a ter durante ou após o término do tratamento, de maneira que o
paciente consiga lidar de maneira saudável com sintomas depressivos ou
situações conflituosas e não tenha uma recaída. É indicado que seja discutida a
possibilidade de um plano de autoterapia para quando o paciente recebe a alta,
expondo a ele a importância e os benefícios da prática contínua. A execução
acarreta a manutenção das habilidades aprendidas durante o processo de
psicoterapia, a possibilidade de resolver dificuldades e também a prevenção à
recaída.
Uso de técnicas e estratégias Cognitvo-Comportamentais
Na TCC, o terapeuta e o paciente trabalham juntos para identificar
crenças que a pessoa tem de si.
As técnicas empregadas na Terapia Cognitiva são muito diversificadas e
requerem um estudo especial para que a escolha da técnica e a sua execução com
o cliente seja produtiva. Deve-se buscar estas técnicas e estratégias em
manuais de terapia.
Entre as técnicas
especificamente cognitivas, destacam-se o diário de pensamentos disfuncionais
para identificação e registro de auto-observação, técnica de distanciamento
para analisar uma situação semelhante a do cliente que ocorre com uma pessoa
próxima, técnica de busca de interpretações alternativas com o intuito de
buscar outras explicações sobre o problema, técnica de reatribuição através da
qual o cliente é ensinado a atribuir realisticamente a responsabilidade a
fatores externos a si, técnica da flecha descendente através da qual o
terapeuta faz perguntas sobre o que aconteceria se o pensamento fosse
verdadeiro, o questionamento socrático em que o terapeuta contesta a lógica dos
pensamentos automáticos, a técnica da auto-revelação permite ao terapeuta
partilhar sua experiência pessoal em relação ao problema com o cliente, entre
outras.
As
técnicas comportamentais mais utilizadas são a exposição gradual, a modelação,
os experimentos comportamentais, o relaxamento, o planejamento de atividades,
as tarefas graduadas, o desenvolvimento e o treinamento de habilidades sociais.
São
empregadas, também, técnicas experienciais, do tipo role playing, a
dramatização de uma situação emocionalmente significativa, e a visualização de
memórias antigas na presença do afeto.
Podem
ser utilizadas técnicas de outras abordagens teóricas, como a aplicação de
questionários, escalas, inventários, testes psicométricos e técnicas
projetivas. Dependendo do caso, pode-se pedir para que o cliente trabalhe um
sonho significativo ou faça um exercício de cadeira vazia.
Cabe
ao clínico escolher a melhor técnica ou estratégia que considera produtiva para
o seu cliente.
Estágio em Psicologia Clínica
O
estágio clínico tem como objetivo promover o desenvolvimento de habilidades e
competências psicoterápicas no estudante de psicologia. Portanto, este é um
momento crucial de transição entre a função estudantil e profissional. Para
tanto, os processos de ensino e de aprendizagem devem alinhavar a teoria
aprendida ao longo do curso com as aplicações práticas do fazer do psicólogo,
de forma a possibilitar um raciocínio clínico e a postura ética.
A
prática clínica psicológica é a etapa crucial do treino de terapeuta. Por isto,
a atividade está se tornando muito frequente entre os psicólogos e sendo considerada
uma etapa fundamental para a formação do futuro profissional. Nesse sentido,
pode-se dizer que o estágio é um processo de ensino e de aprendizagem que
representaria a aquisição das habilidades terapêuticas, já que o mesmo tem como
objetivo produzir mudanças no comportamento do aluno, a fim de facilitar o
fazer do psicólogo. Além de desenvolvimento de habilidades específicas e
mudanças no comportamento da postura do aluno, o estágio visa fortalecer o
embasamento teórico, fortalecer a conduta ética, assim como, desenvolver o
raciocínio e manejo do processo clínico.
INTRODUÇÃO
Este trabalho foi
realizado como uma proposta para obtenção da primeira nota parcial da
disciplina Estágio supervisionado I, orientado pelo professor Sócrates P.
Ferreira, do curso de graduação em Psicologia da Faculdade Mauricio de Nassau e
propõe-se a analisar o personagem principal do filme Procurando Nemo de acordo
com a teoria cognitivo comportamental, estudada por Beck, verificando possíveis
intervenções a serem realizadas.
Em estágio
supervisionado I, é realizada uma análise através das abordagens psicológicas
de um filme ou personagem, que nos permite no primeiro momento, expor o nosso
conhecimento sobre as teorias já vistas até o prezado instante.
O presente trabalho
tem como objetivo apresentar a história da psicologia clínica e o conceito das
abordagens Terapia Cognitivo-Comportamental, Abordagem Centrada na Pessoa e Psicanálise,
mostrando suas técnicas, surgimento e crescimento.
Tendo em vista que
para se tornar um profissional em psicologia é essencial ter em mente não só as
teorias e as técnicas, mas também o entendimento da importância do contato com
o outro, a disciplina de Estágio Supervisionado I torna-se imprescindível para
a abrangência de conhecimentos que atingem para além das bases filosóficas da
psicologia, pois proporciona a prática indispensável aos futuros psicólogos.
Encontros do Grupo
No dia 29 de agosto o grupo se reuniu às 14:00 hrs para definir as datas de encontro e o personagem do filme a ser avaliado.
No dia 06 de Setembro às 15:00 hrs, assistimos o filme “Procurando Nemo” e decidimos avaliar o personagem principal, o Nemo, assim dando início ao caso clínico.
Dia 11 de Setembro às 13:00 hrs, fizemos o diagrama da conceituação cognitiva do Nemo e fizemos o planejamento de tratamento.
Dia 14 de Setembro, às 14:00 hrs demos início às pesquisas das técnicas e conceitos da Teoria Cognitivo-Comportamental, Psicanálise e Abordagem Centrada na Pessoa.
Dia 22 de Setembro, às 19:00 hrs criamos o blog para fazermos os resgistros das atividades realizadas.
Dia 23 de Setembro, às 10:00 hrs, revisamos todo o material e demos início a estruturação do corpo do trabalho.
Dia 28 de Setembro, às 14:30 hrs, organizamos todos os materiais e finalizamos a estrutura do trabalho.
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